
Quem já reclamou de alguma empresa nas suas redes sociais?
Bom, garanto que praticamente todo mundo já fez isso ao menos uma vez na vida, não é mesmo? Se não é um cliente.com ainda, com certeza nos encontros com os amigos, no trabalho, na academia, sempre tem algum CAUSO horrível pra contar para os outros.
Ontem fui ao programa da Ana Cassia Hennrich na Band para falar sobre atendimento. Daí perguntei para ela antes da gente começar: – o que tu vais me perguntar? E ela me respondeu: – nem precisa perguntar Oca, a gente começa a falar e o assunto vai fluindo. Maior verdade! O assunto vai que é um doce. Também pudera, o cliente esta cada vez mais crítico e as empresas estão cada vez mais falando que é necessário cuidar do atendimento, mas, em contrapartida a impressão que dá é que cada vez mais os problemas de atendimento aparecem.
Tem mil fatores que podemos apontar para isso: uma crise de mão de obra, um exagero do cliente quanto ao nível do atendimento prestado, uma remuneração que as vezes não está a altura da exigência do trabalho, turn over altíssimo, falta de investimento em treinamento e qualificação da equipe, líderes que cuidam das coisas e não das pessoas…xiiiiii a lista é grande!
A Ana Cassia me disse o seguinte: – Oca, muitos empresários me falam que não é possível treinar porque como o turn over é alto acabam investindo e o pessoal vai embora.
Bom, aí vem uma boa pergunta: – o que é melhor? Eu treinar e o cara ir embora ou eu não treinar e o cara ficar?
Como não é ciência exata, cada um que fique com a sua alternativa de resposta para essa pergunta. A minha, com certeza, é a primeira: do males, o menor!

Imagina a situação: você perdido dentro de um supermercado procurando por fósforos. A situação mais lógica para o cliente é perguntar para o primeiro funcionário que encontrar passando pelos corredores, não é verdade?
Bom, essa situação aconteceu comigo. Perguntei para uma moça que passou. Ela nem respondeu, não emitiu nenhum som…só fez uma cara de espanto, de dúvida, e saiu andando vagarosamente, apressando o passo aos poucos, como se estivesse fugindo.
Eu fiquei parada, olhando a cena e rindo. Minha filha de 13 anos rindo junto, depois falou: – tu viste mãe? Ela não está nem ai pra ti!
Não estava nem ai pra mim mesmo. Também não estava nem ai para o seu trabalho. Não estava nem ai para a empresa que paga o seu salário no final do mês tampouco.
Para mim lhe falta atitude. falta vocação.
Para trabalhar no varejo a maior vocação que se deve ter é a vocação para servir. Se você gosta de ajudar as pessoas e ajuda com prazer você está no lugar certo. Agora, se não estiver nem ai, melhor procurar outra opção de trabalho. Sempre tem um back office onde a gente fica isolado, entre planilhas, relatórios, notas fiscais, enfim, sem o contato direto com gente. Sem cliente para atender.
Então a pergunta que não deve calar nunca é: eu tenho vocação para fazer o que eu estou fazendo no momento?
Não esqueça, o único mestre do seu futuro é você mesmo. Não espere que alguém faça a diferença, a mudança começa por você.