O primeiro dia da #NRF2026 deixou um recado claro: acabou a era da alucinação. O que vimos nos palcos de Nova York não foram promessas futuristas, mas a Inteligência Artificial já implementada como base operacional, transformando dados em execução impecável. É o fim do improviso. Do prompt do GPT à gôndola, tudo agora exige planejamento detalhado. Se você não planeja o processo, você planeja o fracasso.
Planejamento é a nova criatividade
A abertura do evento mostrou que planejamento é a nova criatividade. Muitas palestras falaram de realidade, mostrando que a IA não está mais no campo da “mágica”, mas sim na eficiência concreta do negócio. E aqui está o ponto crucial: a tecnologia só escala o que o humano planeja. A execução detalhada, com gente no foco, é o que separa quem entrega a promessa da marca de quem apenas faz barulho.
A coragem da vulnerabilidade: REI Co-op
Entre os grandes destaques, a palestra de Mary Beth Laughton, CEO da REI Co-op, trouxe a coragem da vulnerabilidade como diferencial. Com a estratégia “Peak 28”, ela mostrou que colocar o cliente, o membro da cooperativa, no centro exige escuta ativa e transparência. O momento mais marcante foi quando ela pediu desculpas por erros passados, reforçando que admitir falhas reconstrói confiança. Mary Beth reforçou que quem chega para inovar sem respeitar a base pode causar mais mal do que bem. Ouvir todo mundo é a chave para minimizar erros e honrar a cultura de comunidade.
Referências de peso: Dick’s e FairPrice
Também vimos referências de peso como Dick’s Sporting Goods e a Fairprice, de Singapura, provarem que marca própria e escala só funcionam quando há propósito. A experiência do cliente é reflexo direto da experiência do time: não há entrega de promessa para o consumidor se o colaborador não for ouvido e valorizado primeiro.
Ed Stack, chairman da Dick’s Sporting Goods, reforçou esse ponto ao mostrar como a empresa evolui sem parar sempre baseada nas pessoas. Ele criou o Dick’s House of Sports, um novo patamar de experiência esportiva que conecta comunidade e prática, e recentemente adquiriu a Foot Locker como estratégia para expandir em cidades menores. É um exemplo claro de como cultura e gente são o motor da inovação e da escala.
Outro aspecto que chamou atenção foi a centralidade do bem-estar. As grandes falas e cases estavam conectadas ao tema de saúde, comunidade e qualidade de vida. Moda, que em outros anos dominava o palco, apareceu de forma secundária, só ganhou protagonismo quando a Louis Vuitton trouxe sua visão. O recado é que o varejo de 2026 está mais preocupado em entregar bem-estar do que em ditar tendências de moda.
A moral da história é simples e poderosa: o varejo vencedor de 2026 é curado, é cultural e, acima de tudo, é planejado. Menos “acho que” e mais escuta ativa. Menos improviso e mais entrega real. O primeiro dia da NRF mostrou que praticidade é o novo luxo também no varejo corporativo: planejamento detalhado, execução com foco em gente e tecnologia que resolve dores reais.
Seguimos de olho, porque aqui a gente não alucina: a gente traduz o mundo para a sua realidade!









