Ponto de Referência

O que cada um de nós – ser humano – vai levar dessa fase dura pela qual vamos passar

Susto! Outro susto! Mais um susto!

A pandemia é um voo em que a turbulência veio, a turbina parou, faltou combustível e os paraquedas não funcionaram. Nada pior tinha acontecido na vida de tanta gente.  As sensações se misturaram e o nível de incerteza pela economia e medo pelo vírus chegaram a níveis máximos. Coletivamente. O que aparentemente poderia ser um consolo, dado que quem está do lado também não está bem. Mas não é.

Vai passar? Vai. Sabe Deus quando. Mas duas fases ainda nos confrontam: o pré-vacina e o pós-vacina.

Agora vamos entender o que ficou dentro de cada um de nós após a confusão da pandemia.

Flexibilidade nunca teve mais lugar na cabeça das pessoas do que a fase da pandemia. Não ouve um dia igual ao outro nessa fase. Abre tudo, fecha tudo, abre um pedaço, fecha outro. Não usa máscara, usa máscara. Hidroxicloroquina cura. Hidroxicloroquina mata. Todos tiveram que colocar suas mentes no modo mutante para assimilar cada informação.

Velocidade veio junto com a flexibilidade. Ninguém deixou de reagir às mudanças de contexto sem mudar a atitude. Nem que tenha sido na direção errada. Mas a velocidade aumentou tanto que mesmo os movimentos na direção errada foram corrigidos a tempo.

Com certeza compaixão. Impossível ouvir o relato de tanta dor e não se sentir compaixão por quem está sofrendo no dia a dia. Os casos de gente que se moveu para ajudar quem precisou são inúmeros, bem contados e, com certeza mitigaram o sofrimento de muita gente. Até marcas enormes, antes consideradas insensíveis se mobilizaram e estruturaram exemplo de compaixão.

Longe, mas perto. Longe mais perto. O distanciamento social ameaçou tudo e todos. Home office, regras de ouro, tudo levava a crer num relacionamento rarefeito e com baixa frequência.  Ao contrário, se descobriram meios digitais riquíssimos para aproximar quem quisesse com quem quisesse. Acabou ficando muito mais fácil se encontrar. Você não precisa se deslocar. Clica. E se encontra.

Pronto. A gente mudou. Pro bem. Pra mais velocidade. Pra mais flexibilidade. Pra mais compaixão. Pra mais perto. Vai durar? Não tenho ideia. Mas com certeza com um resíduo desse novo você vai ficar para a vida toda. E todas as vezes que você exercer alguma dessas características você vai se lembrar da pandemia. Sem medo. Só com um certo frio na espinha. Deus nos ajude. Já já passa.

Edmour Saiani
Edmour Saiani [email protected]

Edmour Saiani é sócio-fundador da Ponto de Referência e especialista em Gestão de Atendimento, Inovação e Tendências.

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